sábado, 19 de maio de 2012

O habitat de ninguém

Impressiona.
Entre 1936 e 1945 mais de 200 mil pessoas passaram por aqui. Muitas não voltaram a sair.
Sachsenhausen Oranienburg era um dos campos de concentração mais pequenos.
Als die Nazis die Kommunisten holten, habe ich geschwiegen;
Ich war ja kein Kommunist. 
Als sie die Sozialdemokraten einsperrten, habe ich geschwiegen; ich war ja kein Sozialdemokrat. 
Als sie die Gewerkschafter holten, habe ich geschwiegen; ich war ja kein Gewerkschafter. 
Als sie die Juden holten, habe ich geschwiegen, ich war ja kein Jude. 
Als sie mich holten, gab es keinen mehr, der protestieren konnte


Martin Niemöller

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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Berlin, du bist wunderbar

Fui de bolei. A 230km/h. Não deu para apreciar a paisagem. Fez calor pela primeira vez na Alemanha desde que cheguei cá. Estive de manga arregaçada, a martirizar-me por não ter posto mangas-curtas na mala.

Nessa noite, houve direito a discoteca no 12º andar de um prédio com vista para a Alexanderplatz. Com boa companhia, claro. Muito boa.

Comeu-se bem, andou-se bem, viu-se tudo, ou quase tudo, do que vem nos guias, nestes dias em Berlim. Faltou sentir a cidade com tempo para apreciar em pormenor o sui generis modus-vivendi dos berlinenses.

Tal como expliquei à Carlota, o estereótipo é o seguinte: o normal é serem anormais e, portanto, como querem ser todos diferentes acabam por ser todos iguais. É o estilo. Eu chamo-lhes anormais, mas é com carinho.

No segundo dia (ou primeiro dia com luz), houve tempo para Reichstag, Tiergarten, Denkmal für die ermordeten Juden Europas, Homosexuellen Denkmal, Siegessäule, Zoologischergarten.

Experimentámos as tão bem-fadadas miniaturas da comida típica alemã no restaurante Die Schule, na Kastanienalle, à hora do almoço. Boas e saborosas. Mas o melhor restaurante foi mesmo o do último dia. Não me recordo do nome! (Ajuda!)

Depois do almoço, rumámos ao Flohmarkt; pelo meio fomos convidados por miúdos de 8 anos a entrar num mercado improvisado no pátio de um prédio. Muita quinquilharia, brinquedos pela metade e uma criança que insistentemente perguntava: Hast du Hunger?


Passeou-se pelo Nikolaiviertel, pelo Spree, atravessámos a ilha dos museus e rumámos ao edifício Tacheles. É Berlim no seu estado puro.

E porque o dia foi mesmo para acabar com a sola dos sapatos apanhámos um S-Bahn e fomos para o outro lado da cidade ver a zona mais bem conservada do Muro de Berlim - o East Side Gallery.

Jantámos no Sony Center am Potsdamerplatz (mais uma vez do outro lado da cidade). No restaurante, uma máquina destiladora de cerveja (?) fez as delícias da enóloga de serviço.

E porque não estávamos - de todo - cansados fomos até às portas de Brandeburgo, percorremos a Unten den Linden até à Alexanderplatz e recolhemos à Praça da Rosinha do Luxemburgo, onde estávamos hospedados, que é como quem diz Rosa-Luxemburg-Platz. Por falar nesta distinta empregada doméstica portuguesa que emigrou para o Luxemburgo para limpar retretes, aqui fica a sua biografia.

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

DW New Look

Agrada-me bastante este novo design da Deutsche Welle. Gosto do logótipo e da arrumação dos conteúdos. É mais simples, clean, percetível e acompanha, claramente, a evolução do mercado.

Ainda existem alguns aspetos que precisam de umas melhorias e afinações (certamente pensados e a integrar futuramente), mas, para já, parece-me um makeover muito positivo.

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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Três semanas para Bonn

Aproveito a hora vaga para atualizar o blogue (já escrevo seguindo o novo Acordo Ortográfico, ossos do ofício, mas ainda bem).

As pernas já tremem, sinto o nervoso miudinho na barriga, estou em pulgas para Bonn. É uma nova etapa e o concretizar de um sonho. Viagens à Alemanha estão sempre no topo da minha TO DO List; viver em Terras de Merkel é um objetivo com alguns anos.
Ainda conheço pouco - estive uma vez em Berlim, duas em Frankfurt -, mas espero que os próximos meses me ajudem a passear por toda a Alemanha, de oeste a este, de norte a sul.
Bonn, ou Bona em português, é a cidade que me acolhe. Conhecida para uns, totalmente desconhecida para outros, foi a capital da Alemanha entre 1949 e a queda do Muro, em 1989.
A Alemanha tem das melhores políticas de regionalização da União Europeia e, por isso, todas as cidades conseguem cativar turistas e locais.
Bonn é a cidade-berço de Ludwig van Beethoven, por aqui passou o Papa Bento XVI, quando em 1959 se tornou professor de Teologia na Universität Bonn.
Bonn é também sede das Nações Unidas na Alemanha e da grande empresa de comunicação Deutsche Welle.
Ainda estou à procura de Schloss.

Parto dia 28 de fevereiro, com a Lufthansa, do Aeroporto do Porto, às 11h45. Fingers Crossed!

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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Em Berlim, perdi o norte!

Wow, que cidade! Tudo funciona na perfeição: os autocarros on time, os s-bahn e u-bahn (metropolitanos) que nunca se atrasam, as pessoas que são educadas ainda que na sua frieza e antipatia...

Não é Londres, nem Madrid, muito menos Roma. Sente-se um murro no estômago... Alto lá, esta cidade não é para putos! Berlim fascina pelo que as outras cidades não são!

Apesar das mentes abertas, não é a capital cosmopolita que se espera. Berlim vive ainda fechada sobre os seus estigmas. Arrancar um sorriso àquela gente séria não é tarefa fácil. Há monumentos aos judeus por todo o lado. Destaco o Jüdisches Mahnmal. Colossal.
Respira-se cultura e liberdade. É um cidade que se tenta justificar. Assim como o país.
Transpor o Muro teve significado. É uma cidade moderna, que cresceu a um ritmo alucinante, tendo em conta que foi praticamente destruída durante a II Guerra Mundial. É obrigatório ver a Kaiser-Wilhelm-Gedächtniskirche, uma igreja cujos pilares sobreviveram aos bombardeamentos da última Grande Guerra. Está ali esburacada, mas imponente, grandiosa, assustadora, mas bela, perfeita, simétrica, ainda que assimétrica pelas marcas. É um testemunho. A Alemanha ensina-nos tantas coisas. Faz-nos pensar!

Não sou xenófobo, mas os turcos invadiram a Germânia... Uma grande fracção anda a pedir nas ruas. Fazem piqueniques no Tiergarten, o maior jardim da capital, mas deixam-no imundo, repleto de lixo. Não o limpam. Bramem a todos os turistas. Uma turca pediu-me dinheiro. A minha não resposta levou-a a passar-me uma rasteira. Desatou às gargalhadas. Respondi-lhe o melhor Ficken Sie sich da minha vida! E teve sorte, ainda a tratei por você.

Berlim, Psssssss!
Em Berlim, descontrolei-me. Os pontos cordiais escaparam-me. Sei lá onde é que estava o norte...!

Madrid Estou cansado e sem paciência. Amanhã ou depois melhoro este texto. Hoje voltei ao Prado e ontem de tarde fui ao Reina Sofia. Vi o Guernica, de Picasso. É enorme e muito mais bonito e perceptível ao vivo.

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